Estudo aponta que 84% das mulheres que trabalham na indústria música já foram discriminadas

O levantamento aponta sobrecarga de trabalho e assédio sexual e moral como os principais desafios na profissão

A luta das mulheres pela igualdade está em todos os setores da sociedade, principalmente no profissional. A disparidade entre o sexo masculino e feminino está inserida também no mercado musical, em que 84% das mulheres ligadas a área já foram discriminadas. É o que mostra a pesquisa “Mulheres na Indústria da Música no Brasil: Oportunidades, Obstáculos e Perspectivas”, realizada pela Data SIM (Semana Internacional da Música) em parceria com WIM Brasil e WME (Women’s Music Event). O objetivo é entender quem são as profissionais que atuam nesse segmento e quais os desafios para que haja mais inclusão no mercado. 
O estudo foi feito por meio de entrevistas a 1.450 mulheres, em 2019. Das maiores dificuldades enfrentadas por elas no ambiente de trabalho, a Sobrecarga está em primeiro lugar, com 60%. Isso acontece por conta da jornada dupla de trabalho, atrelada a responsabilidade com filhos/trabalho doméstico. Outro dado alarmante é que 49% das entrevistadas apontaram o assédio sexual como maior dificuldade na profissão. Assédio moral também foi citado com 47% das menções.
E os números não param por aí: 63% delas foram afetadas de alguma forma por questões de gênero e quase 30% não se sentem confortáveis e apoiadas no local de trabalho por ser mulher.